AS NUVENS ETERNAS NO RIO GRANDE



Chegamos ao final do projeto AS NUVENS ETERNAS NO RIO GRANDE.
Um projeto de turnê pelo estado que encerra um processo iniciado em 2010, quando o coreógrafo paulista João Butoh foi convidado para criar um novo trabalho para a Porto Alegre Cia de Dança.

Foram muitas conversas a distância, trocando idéias sobre o que fazer, tentando achar a linha condutora de um trabalho que unisse as aspirações da Cia, sua vontade de trabalhar temas locais com uma visão mais universal à experiência de muitos anos no mundo misterioso da dança butoh, vivida pelo coreógrafo.

Surgiu o projeto de montagem de um espetáculo, totalmente inspirado no universo do poeta Mario Quintana. Uma homenagem ao querido escritor e ao mestre Kazuo Ohno, falecido naquele ano.
Uma montagem que teve o gosto das grandes conquistas porque foi realizada apesar dos parcos  recursos. Isto de alguma forma fez com que fosse cuidada em seus ínfimos detalhes, fosse apreciada em cada novo adereço criado, fosse saboreada em toda miudeza e exigiu de todos muita criatividade e comprometimento, um verdadeiro trabalho de equipe.

O poeta nos acompanhou o  tempo todo e já no início nos explicou:
* " Impossível qualquer explicação: ou a gente aceita à primeira vista, ou não aceitará nunca: a poesia é o mistério evidente. Ela é óbvia, mas não é chata como um axioma. E, embora evidente, traz sempre um imprevisível, uma surpresa, um descobrimento."

Adentramos o universo do poeta e nos deixamos levar, como essas brancas e inocentes nuvens no céu. E foram tantas descobertas, tantas maravilhas, tanta riqueza, assim nasceu AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO  AS NUVENS.

Nesta turnê regional, proporcionada pelo FAC RS, pudemos finalizar o espetáculo que a estas alturas ganha ares de mega produção. E tivemos o prazer de visitar seis cidades com o espetáculo: Sapiranga, Santa Maria, Caxias do Sul, Dois irmãos, Santa Cruz do Sul e Novo Hamburgo. Sem falar das apresentações no Teatro Bruno Kiefer em Porto Alegre que trouxeram a indescritível emoção de dançar na Casa do Poeta. Algumas cidades receberam também uma performance VISITA POÉTICA ou uma oficina EM BUSCA DE NOSSOS QUINTANARES com o coreógrafo. 

Cada cidade tão única, todas nos surpreenderam e só podemos agradecer aos parceiros que ajudaram a tornar tudo possível: Fabiano Silveira da Secretaria de Cultura de Sapiranga, Silvia Wolf na Universidade Federal de Santa Maria, Cristina Nora da Secretaria de Cultura de Caxias do Sul, Kathy e Matheus Brusa no Ballet Margo, Professor Luis Augusto Campis na Universidade de Santa Cruz, Rita de Oliveira da Secretaria de Cultura e Roseli Michel da  SMED de Novo Hamburgo, a equipe da CCMQ, Cida, Ana, Lizandra.

Também temos que agradecer a nossa equipe técnica e aos parceiros que trabalharam duro nos bastidores, na montagem e durante as apresentações:  Maurício Moura, André Birck, Daniel Fetter, Sérgio Dornelles e Renato Mesquita.

E aos anjos que passaram pelo palco durante a turnê: Débora Jung, Luiza Karnas, Julia Ribeiro, Kyrie Isnardi, Viviane Gawazee, Tatiana Paganella e Teté Furtado.


Agora, chegamos ao final da turnê e nos perguntamos: mas afinal o que, de verdade, ficou de tudo isso?
Ficou cada sorriso, cada face de estranhamento, cada interação.
Ficou o mistério daquele que abriu o coração e se deixou levar pela magia.
Ficou aquilo que transcende as palavras e a razão, o indizível que a arte é em si.

E mais uma vez só o poeta pode explicar:
** Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade…
se falar numa esquina mal e mal iluminada…
numa antiga sacada… num jogo de dominó…
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que morriam de verdade…
se falar na mão decepada no meio de uma escada
de caracol…
Se não falar em nada
e disser simplesmente tralalá… Que importa?
Todos os poemas são de amor!

* Mario Quintana
(do livro “Porta Giratória”)
** Mario Quintana
(do livro "Esconderijos do Tempo")










EU ESTIVE AQUI EM CAXIAS DO SUL

AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS EM CAXIAS


OFICINA DE BUTOH EM CAXIAS DO SUL


EU ESTIVE AQUI EM SANTA MARIA


OFICINA DE BUTOH EM SANTA MARIA


AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS - STA MARIA


HOMENAGEM COM SENSIBILIDADE

Durante a semana de aniversário da cidade, a Porto Alegre Cia. de Dança, idealizada e mantida pela persistência de Tânia Bauman, com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura, trouxe ao palco da sala Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mário Quintana, o espetáculo As únicas coisas eternas são as nuvens. Trata-se de um criativo espetáculo assinado pelo coreógrafo paulista João Butoh, a partir da poesia de Mario Quintana: nada mais oportuno, pois, que o espetáculo ocorresse naquele espaço que foi, durante muito tempo, a casa do poeta da Rua dos Cataventos. A coreografia de João Butoh apresentou uma proposta diferente e relativamente ousada. Como o sobrenome do artista indica, o coreógrafo inspirou-se na estética do butoh, dança que surgiu no pós-guerra, no Japão, mesclando a tradição nipônica com as novas linhas de criação do ocidente, especialmente da Europa. A criação que resulta desta mescla distancia-se do forte simbolismo da arte tradicional japonesa para buscar a individualidade. Como ela não é, contudo, individualizada, torna-se como uma máscara universal, representando sentimentos e experiências humanas que, embora individuais, tornam-se universais.

A concepção do espetáculo é extremamente criativa: o coreógrafo, que assina também o figurino e a cenografia tendo o auxílio de Maurício Moura e Fabrício Simões para a criação da iluminação - o que, neste caso, tornou-se fundamental - mistura, na trilha sonora, composições eruditas com a tradição da modinha e a música popular brasileira e trilhas sonoras de filmes, especialmente os musicais norte-americanos. Ao mesmo tempo, localizou e utiliza antigos discos em que o próprio poeta gravou sua obra: mesmo que consideremos que Quintana certamente não será o melhor intérprete de seus poemas, é evidente que o valor emotivo de termos sua voz ao longo de todo um espetáculo é profundamente impactante e emocionante. Ao mesmo tempo, o coreógrafo idealizou um ambiente marcadamente branco - onírico - que reflete fortemente a poesia de Quintana, com certa nostalgia que talvez nem sempre seja a minha melhor leitura dos poemas, mas que é uma possibilidade de leitura de sua obra.

Embora anunciados no programa seis bailarinos, tivemos apenas cinco deles: não sei em que isso pode prejudicar o espetáculo, mas não cheguei a sentir falta deste sexto nome divulgado, mas ausente. Cada intérprete, embora faça parte de um conjunto, guarda sua individualidade, o que se traduz em movimentos que, muitas vezes, se diferenciam todos entre si, embora sem pretender fugir de um ritmo maior, coletivo. Com uma maquiagem muito expressiva - pena que não se identifique no programa o responsável pela mesma - e movimentos que remetem imediatamente às coreografias das mais tradicionais encenações japonesas, como o kabuki, o butoh, surgido na década de 1950, exige extrema qualificação do intérprete: ao contrário do espetáculo japonês, em que a maquiagem se transforma em máscara que simboliza sentimentos, a maquiagem do butoh não cobre inteiramente o rosto do intérprete, de modo que cada bailarino expressa-se de maneira pessoal, ainda que deva atender a uma orientação mais geral e coletiva. Tal escolha, evidentemente, foi mais do que oportuna para trazer a poesia de Mario Quintana ao palco, sobretudo em se tratando da semana daquela cidade que o poeta tão bem sentiu e traduziu em sua obra.

O resultado, num espetáculo de cerca de uma hora de duração, foi, sobretudo, de apresentação e aproximação. O coreógrafo evidenciou tripla sensibilidade: na escolha do tema, na seleção dos poemas e, enfim, na criação coreográfica. Aqui, interessa menos se a gente gostou mais ou gostei menos (eu gostei muito), mas o espectador deve deixar-se levar pelo que lhe é apresentado no palco, sem buscar racionalizar, mas sim, sentir o que está a assistir.

É lamentável, apenas, que pouca gente tenha ido à estreia: nem secretários de Cultura (municipal ou estadual) nem prefeito... Pessoalmente, como um simples cidadão, curti, me emocionei (matando saudades da voz de Quintana, visualizando seus poemas, admirando os movimentos sensíveis mas seguros dos bailarinos). Foi um bom momento na ribalta porto-alegrense. Azar de quem não foi.

AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS NA CCMQ

Acima de tudo,
obrigado Passarinho!
Nos elevaste, com tuas revoadas,
aos mais altos picos
e cheio de graça
aos mergulhos mais profundos.


Esta exibição fez parte do projeto AS NUVENS ETERNAS NO RIO GRANDE, contemplado pelo FUNDO DE APOIO A CULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - FAC RS.

Faz parte também do Calendário Comemorativo ao mês da Mulher - Ações coordenadas pelo Gabinete da Primeira-Dama do Estado do Rio Grande do Sul, Maria Helena Sartori, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura - Sedac.

O espetáculo tem o apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Porto Alegre e Instituto Goethe. Conta ainda com o apoio da Casa de Cultura Mario Quintana, Lemhap Gráfica Expressa, Companhia de Arte, MarcoMundo Agência de Viagens e Besouro Filmes.

Ficha Técnica
Direção Geral: Tânia Baumann
Direção Artística, Concepção e Coreografia: João Butoh
Elenco: Kyrie Isnardi, Luisa Karnas, Safia, Teté Furtado e Viviane Gawazee
Direção Técnica e Operação de Som: André Birck
Desing e Operação de Luz: Maurício Moura
Contraregragem: Sérgio Dornelles
Assessoria de Imprensa: Andressa Griffante
Realização: Porto Alegre Cia de Dança

Agradecimento Especial: Supriya e Elena Quintana
 

ESTREIA - AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS



A PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA tem o prazer de convidar para a estreia do espetáculo AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS, um espetáculo com coreografia de João Butoh, inspirado na poesia de Mario Quintana.

Realizado com recursos financeiros captados pela Lei de Incentivo a Cultura do Estado do Rio Grande do Sul - Sistema Pró -Cultura RS, este espetáculo percorrerá o estado visitando 7 cidades, onde a Companhia realizará além de apresentações, oficinas e performances VISITAS POÉTICAS.

Esta estreia faz parte do Calendário Comemorativo ao Mês da Mulher, ações coordenadas pelo Gabinete da Primeira-Dama do Estado do Rio Grande do Sul, Maria Helena Sartori, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura - Sedac.

Também é uma homenagem da Companhia na Semana de Aniversário de Porto Alegre à cidade e  a um de seus cidadãos mais queridos, o poeta Mario Quintana.

Os anjos de Quintana visitarão a CCMQ, a casa do poeta  e você não pode perder este evento!

EU ESTIVE AQUI EM LAJEADO



O espetáculo EU ESTIVE AQUI foi apresentado no encerramento da  7ª Mostra de Dança Univates no dia 7 de novembro, ás 21h, no Teatro do Centro Cultural. 

A Mostra, uma excelente iniciativa da Universidade, busca incentivar a produção artística na área de dança nos Vales do Taquari e Rio Pardo, além de promover a integração com a comunidade em geral. 

Foi realizada pela primeira vez no Teatro Univates, que junto à uma nova Biblioteca compõe o  moderno Centro Cultural  que foi inaugurado em maio de 2014.

Para a PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA foi uma grande alegria  participar do evento, usufruir da estrutura que o Teatro oferece com seus 1.760 lugares  e principalmente, contribuir com o movimento de dança local.

No interior do Rio Grande do Sul,  ter um Teatro como este da Univates é motivo de comemoração e nós da Cia desejamos voltar muitas vezes a este palco.

EU ESTIVE AQUI NO TEATRO BOURBON



Um só teatro, um só dia e uma Companhia de Dança tem a oportunidade de mostrar sua arte para públicos totalmente distintos, apresentando uma só obra.

No dia 22 de outubro de 2014, os bailarinos da PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA puderam compartilhar o resultado do trabalho que fazem, fechados em uma sala, várias horas todos os dias, dedicando-se a preparação física e ensaios, por meses.

Foram realizadas duas sessões da obra EU ESTIVE AQUI no Teatro Bourbon Country, dentro do projeto contemplado com o Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna.  Um espetáculo à tarde para crianças e adolescentes de entidades sociais de Porto Alegre e região metropolitana, proporcionado pela Lei de Incentivo a Cultura – Lei Rouanet. A grande maioria nunca havia visto um espetáculo de dança, mas todos acompanharam com palmas entusiasmadas a brasilidade da trilha, sentindo-se, talvez por isso, muito a vontade em seu primeiro contato com a dança contemporânea. Outro à noite, para o público frequentador do Teatro do Bourbon Country e fãs da Companhia, que sempre que têm oportunidade voltam para assistir EU ESTIVE AQUI, fascinados talvez pelas inúmeras e variadas leituras que a obra proporciona.

A experiência tão diversa quanto gratificante colocou em evidência algo que a Cia busca atingir com seu trabalho, uma arte que emocione todo tipo de público. Uma dança que seja tocante mesmo para aquele espectador de "olhos acostumados", mas sedento por algo novo. Também acessível para aquele com o olhar inocente e aberto de quem experiência algo pela primeira vez.

A Cia só tem a agradecer pela oportunidade e esta só foi possível pela visão do experiente e ousado diretor da OPUS, Carlos Konrath e de sua equipe extremamente eficiente. Profissionalismo que a Cia teve o privilégio de conhecer e tomar por modelo.


Horas incontáveis de trabalho, resumidas em um par de horas no palco. Mas quem ousaria dizer que cada minuto não valeu à pena?

FOTOS DO ESPETÁCULO: RAPHAEL SEABRA

HOMENAGEM A MARIO QUINTANA

QUANDO OS MEUS OLHOS

"E até no canto onde os deixei guardados
Os meus sapatos velhos refloriram."
A Rua dos Cataventos
ENVELHECER

"Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas."
Sapato Florido
O BAÚ

"Como estranhas lembranças de outras vidas,
que outros viveram num estranho mundo,
quantas coisas perdidas e esquecidas
no teu baú de espantos... Bem no fundo.”
Esconderijos do Tempo
CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO

"Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar..."
Antologia Poética

CARTA DESESPERADA

"... Sabes Beatriz, eu vou morrer..."
Apontamentos de História Sobrenatural


INSTRUMENTO

Impossível fazer um poema neste momento.
Não, minha filha, eu não sou a música sou o instrumento.
Sou, talvez, dessas máscaras ocas num arruinado monumento:
empresto palavras loucas à voz dispersa do vento...
Mario Quintana - Apontamentos de História Sobrenatural

A PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA, junto ao coreógrafo convidado João Butoh, começa sua nova produção, AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS. 

Imensa inspiração para mergulhar no universo de uma das figuras mais instigantes da literatura nacional, nosso querido poeta Mario Quintana.

João Butoh traz até a Cia, além de toda sua experiência e vivência na arte do Butoh, uma antiga paixão pela obra de Quintana. Assim, tem início este processo que vai  revelando desde os primeiros passos as maravilhosas sutilezas da escrita do poeta, sua delicadeza, sua inocência, sua simplicidade e seus mistérios.

O poeta do cotidiano nos deixou há exatamente 20 anos, mas durante os ensaios sua doce voz chega até nós intensamente, criando aquela cumplicidade que todos ansiamos, acalentamos e que está cada vez mais oculta nestes tempos corridos.

Com esta emoção aquecendo o coração, vamos nos aprofundando em sua escrita e revivendo a cidade que Quintana tanto amava, ouvindo as músicas das quais ele gostava, imaginando os tempos saudosos de sua memória e principalmente mergulhando em seu universo com o desejo de nos tornarmos sua obra.

Na PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA os ventos da primavera dão vida às palavras do poeta, enquanto nós, bailarinos simplesmente, brincamos de anjos e voamos com elas!


AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS - FOTOS

FOTOS SHANA GOMES










DEPOIMENTOS - PRÉ-ESTREIA - 27 OUT 2010


“Excelente. Surpreendente. Gostei muito. Muito interessante. Foi muito bem interpretado. Obrigada.”
Alexandra Silva, 44, Func. Públ. Estadual


“Achei belíssimo. A direção de arte estava linda e as interpretações extremamente expressivas. Existe, porém, problemas com a luz, mas fiquei muito tocado.”
Alexandre Moraes, 22, Estudante


“Achei muito bom o espetáculo, pois é bem sincero, bonito e romântico, o que achei mais bonito foram os anjos.”
Alexi Gardine, 11, Estudante


“Apesar do cenário lindo, das coreografias e de toda a concepção, achei que só faltou um pouco de diversificação na coreografia. Pareceu algumas vezes um pouco repetitivo, mas estava lindo. Parabéns!”
Ana Feijó, 30, Professora


“Delicado, expressivo, sensível, cheio de beleza.”
Ana Inés Algarte Latorre, 39, Serviço Público


“Lindo! Bela homenagem.”
Antonio Paulo V. Veja, 49, Pedagogo


“Instigante. Não conhecia o butho mas fiquei encantado. Também pela escolha dos poemas e das músicas.”
Augusto Cesar Franarin, 61, Engenheiro


“Maravilhoso porque mostra que as pessoas não são felizes se não podem ter liberdade, ouvir os cantos dos passarinhos, tomar um chá, ter cultura. As dançarinas são espetaculares!”
Beatriz F. Brasil, 63, Aposentada


“Feliz!! Foi o espetáculo mais lindo que vi este ano. Parabéns a todos. Belo! Beijos. Fiquei nas nuvens. Belo e cheiroso!”
Carmen Suzana Oliveira, 56, Instrumentadora cirúrgica


“Lindo!”
Cecília Davila, 76, Professora


“Um espetáculo maravilhoso, gestos e expressões lindos. Parabéns para todas.”
Claudette Todesco, 72, Aposentada


“Técnica muito interesante. Trabalho excelente, certamente fruto de muita técnica e esforço; bonito espetáculo.”
Drúbal, 59, Func. Públ. Estadual


“Maravilhoso, diferente de tudo que está em cartaz. O céu é muito lindo.”
Eunice Vega, 53, Professora Universitária


“Linda! Linda atmosfera. Cenário muito especial e ótimo trabalho corporal das bailarinas.”
Gabriela Maffazzoni Chultz, 17, Estudante (Teatro)


“Maravilhoso!”
Hans, 82, Regente Cultural


"As únicas coisas eternas são as nuvens revela a constante evolução da Porto Alegre Cia de Dança. É um espetáculo digno de renomados palcos e exigente público. Meus votos que a competência e o talento de vocês sejam reconhecidos e compensados. Agardeço a delicada lembrança. Abraço a todos."
Iara Chaves, advogada


“Como um sonho belo, singelo. Amei. Sonhei.”
Iara Madalena, 50, Autônoma


“Maravilhoso!”
Iasodara Braga, 25, Instrutora de Yoga


Adorei. Maravilhoso. Um carinho na alma!
Ione M. Baibich, Química


“Muito lindo!!!”
Irenice Traube, 59, Advogada


“Lindíssimo! Uma linda homenagem ao nosso Mario Quintana!”
Janine Viezzer Nascimento, 33, Eng. Agrônoma


“Bonito.”
João, 22, Arquiteto de Informação


“Obrigado por nos transportar para a singeleza do mundo de Mario Quintana. Parabéns!”
José Antônio Bexta Antunes, 46, Gestor Ambiental


“Muito bom mesmo de coração. A gente esquece de tudo, até de notícia ruim. Só coisa boa.”
José Elvino Rangel da Silva, 53, Aux. Adm.


“Muito bonito!”
Joseane, 24, Publicitária


“Lindo demais! Uma paz... Música linda, cores adoráveis, bailarinas expressivas e lindos poemas... Tudo! Demais. Que presente para essa noite!”
Júlia, 28, Serv. Público


“Excelente! Parabéns!”
L.S. Davila, 46, Professora


“Surpreendentemente emocionante.”
Laila M. de Mesquita, 77, Aposentada


“Leveza, beleza na música e na poesia. Traduzidas pelos/as anjos/jas de Quintana. Belo! Belo! E bravas meninas!”
Lia Ribeiro, Poeta


“O que dizer? Obrigado por fazer-me sonhar! Muito bom!”
Luiz Leite, 49, Ator


“Gostei, principalmente dos figurinos.”
Márcia Afonso, 32, Designer de Interiores


“Belíssimo!!!”
Marlene Santos, 34


“Disfrute mucho la coreografia, la fotografia y la música me parecieron muy buenas. Lo mejor: senti que el protagonista era Mario Quintana. Gracias! Les deseo lo mejor.”
Melisa Crocco, 35


“Achei ótimo, poemas bem escolhidos, tudo bem sincronizado, figurino ótimo. Coreografia e figurino transformam energicamente o espetáculo. Realmente lindo!”
Natália Vargas Xis, 18, Estudante


“Surpresa agradável, envolvente, terno e encantador. Cenário, música e poesia lindos. Bailarinos ótimos.”
Nina Furtado, 59, Médica


“Gostei bastante, principalmente do figurino.”
Rita Moreira, 25, Designer


“Achei incrível em todos os aspectos, uma fotografia maravilhosa.”
Rodrigo Bittencourt, 28, Professor de dança


“Excelente performance das meninas em poemas comoventes de Mário Quintana transpondo a poesia escrita em movimentos poéticos do corpo.”
Rodrigo Soares Zucchelli, 33, Estudante

“Muito bonito!”
Rogério Campos, 32, Estudante


“Maravilhoso, realmente espetacular. Beleza, aroma, talento e uma bela interpretação. Obrigada por tanta cultura em um só espetáculo. Fiquei nas nuvens.”
Rosane Quevedo, 43, Téc. Enfermagem


“De uma expressão e delicadeza incríveis. Ótima produção. Iluminação, figurino, cenário... Incrível!”
Shana Gomes, 25, Fotógrafa


“Lindo, as mãos são simplesmente o máximo.”
Suzi M. P. Rocha, 50, Médica


“Bem interessante. Algumas das músicas de excepcional qualidade. Excelente sincronia com a coreografia. Espetáculo muito sensível e original. Parabéns! Merece ser reapresentado em muitos lugares!”
Zilá Mesquita, 69, Professora Aposentada


“Lindo, bem produzido, um pouco lento.”
Anônimo, Professor


“Ruim para minha lógica transgressora. Bom para encontrar a criança, logo, tocante.”
Anônimo


“Delicado, simples e sensível!”
Anônimo


“(1) Começar no horário! (2) Necessidade de cuidado com adereços. Se a sombrinha é para estar quebrada, OK. (3) Trilha sonora e poemas maravilhosos;"
Anônimo


“Lindíssimo!”
Anônimo

AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS + FOTOS

FOTOS FERNANDA CHEMALE







ENTREVISTA ESPECIAL COM ELENA QUINTANA


Elena Quintana e João Butoh - set/2010

Ser herdeira da obra de um grande escritor exige muitos cuidados. Ser herdeira do maior poeta do Rio Grande do Sul, então, deve ser uma responsabilidade ainda maior. A sobrinha de Mario Quintana, Elena Quintana, falou ao blog da PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA sobre suas principais ações para preservar e divulgar a obra do tio, além de nos dar sua opinião sobre o novo projeto da PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA, que une a obra do poeta com a dança japonesa Butoh. De quebra, Elena ainda nos disse que deve comparecer à pré-estreia da peça, As Únicas Coisas Eternas São as Nuvens, que acontece no dia 27 de outubro.
- O que tu fazes pra preservar a obra de Mario Quintana? Quais as tuas responsabilidades como herdeira?
A principal função do herdeiro, para mim, é não complicar na hora da obra ser publicada, o que acho que tenho conseguido fazer bem. Eu cuido das editoras, cuido para que a obra saia e principalmente para que vá para as livrarias. Muito se diz que os livreiros não compram poesia porque o público também não consome, mas isso não é verdade: se os livros estão nas estantes das lojas, as pessoas compram sim. E eu sou apenas uma intermediária entre a poesia dele e quem gosta dela. Eu atendo desde quem quer pedir para usar a obra dele em suas criações até as pessoas que querem saber mais sobre ele. É engraçado, mas às vezes tem gente que quer ter um pouco de contato com o Mario apenas falando com alguém da família, por isso as coisas que eu faço são muito agradáveis. E, no final das contas, eu não preciso fazer muita coisa para ele não ser esquecido, porque ele está muito longe de ser. Ele brincava às vezes e dizia "vamos ver quanto vai durar essa minha imortalidadezinha". E está aí, 16 anos até agora e ainda durando.
- Quando tu ouviste a respeito do projeto da Porto Alegre Cia de Dança, que alia a poesia de Mario Quintana à dança Butoh, o que tu achaste da ideia?
Eu adorei a ideia, achei simplesmente maravilhosa.
- Qual a tua opinião sobre revitalizar a obra de Mario Quintana unida a outra forma de arte, através da música?
Acho que a obra do Mario Quintana é extremamente rítmica e musical, por isso a ideia não é nenhuma loucura, é mais um desafio. Por si só, a poesia já tem ritmo, já tem sua própria musicalidade. E a proposta da Cia de Dança é justamente utilizar esse ponto, trabalhar a poesia com este foco.
- Tu já conhecias a dança Butoh?
Não, nunca tive nenhum tipo de contato. Eu já era familiarizada com o teatro oriental, mas não conhecia esta dança, até porque ela já é mais moderna, dos anos 60. Mas este é um outro ponto em que a obra de Quintana é pertinente no projeto: a poesia dele é extremamente oriental. Ele é tido como um dos mais orientais dos poetas brasileiros, dizem os especialistas da área. Quando se escolheu, por exemplo, a sua obra para ser traduzida para o mandarim, levou-se isso em grande consideração. Então, acho que ele cabe como uma luva na proposta. Em palavras mais simples, está tudo fechado num círculo para dar certo, porque tudo tem a ver.
- E essa relação da poesia com a dança. Como tu vês?
Bom, para mim, dançar poesia não é uma coisa tão espantosa. Como sou diretora de teatro, eu mesma já utilizei poemas dançados em algumas das minhas peças, sei o quanto é gostoso brincar com isso. E acho que essa relação melhora ainda mais porque a poesia do Mario não é apenas lírica, ela também pode ser um soco no estômago, também pode ser vermelha, forte, como são algumas emoções passadas pela dança e cultura orientais. E para quem não gosta de poesia, para quem diz "poeta rima com pateta", como algumas pessoas dizem, acho que ver a poesia por esse lado, da dança, também pode ajudá-las a verem tudo de outro jeito e quem sabe até mesmo começar a gostar de poesia, por que não?
- Tu vais na pré-estreia de As Únicas Coisas Eternas São as Nuvens?
Olha, tudo indica que estarei lá. Quero muito prestigiar.