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EU ESTIVE AQUI - CLIP

EU ESTIVE AQUI EM NOVO HAMBURGO

Com a ajuda de muita gente, uma grande estrutura foi montada na Casa de Cultura e Cidadania de Novo Hamburgo, para receber o espetáculo EU ESTIVE AQUI. Na platéia a comunidade dos arredores, muitas famílias e um grande número de crianças. Foi um encontro maravilhoso, muitas daquelas pessoas nunca haviam visto uma Cia de Dança. Os pequenos, sentados na frente das cadeiras, durante o espetáculo ficavam tentando reproduzir os movimentos dos bailarinos, encantados com a nova linguagem. Os bailarinos por sua vez, resistiram a um calor intenso e realizaram um belíssimo espetáculo, foram cercados ao final dos aplausos, solicitados a posar para fotos, muitas pessoas querendo registrar aquele momento tão especial.
A equipe da Casa ficou surpresa porque mesmo com o forte calor e a proposta tão inovadora, o público ficou até o final do espetáculo e aplaudiu calorosamente. 
A PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA deixa aqui o registro de um espetáculo especial e aplaude iniciativas como estas da Casa de Cultura e Cidadania de Novo Hamburgo, que chegou na comunidade de Canudos há dois anos, disposta, entre outros tantos serviços,  a levar cultura a quem não tem acesso. Assim como nós, eles acreditam que é possível construir um trabalho consistente, com paciência, dedicação e amor. Obrigada, Lia, Arthur, Driele, Paulo e toda a equipe, vocês são a partir de agora nossos parceiros e que possamos juntos, levar dança a muitas comunidades e pessoas sedentas de arte em sua vida.
Equipe da Casa e elenco da Cia em Novo Hamburgo

EU ESTIVE AQUI EM CURITIBA

Sediado na praça Santos Andrade, o edifício do Teatro Guaíra abriga três auditórios, Bento Munhoz da Rocha Netto, Salvador de Ferrante e Glauco Flores de Sá Brito, e quatro corpos estáveis, a Orquestra Sinfônica do Paraná, o Balé Teatro Guaíra, o G2 Cia de Dança e a Escola da Dança.
Sua construção teve início no ano de 1952 e o projeto de 17 mil metros foi um dos marcos da arquitetura modernista no Paraná. O projeto arquitetônico do atual Teatro Guaíra é do engenheiro Rubens Meister (1922 – 2009), um dos precursores da arquitetura moderna no Paraná e um dos responsáveis pela implantação do curso de Arquitetura na UFPR, em 1962.
Em 1954 é inaugurado o primeiro de três auditórios que compõem o edifício: o Auditório Salvador de Ferrante, conhecido também como Guairinha. Neste espaço cultural tradicional da cidade, a PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA teve a honra de apresentar EU ESTIVE AQUI, na noite de 7 de novembro de 2013 e muita alegria em receber na platéia, integrantes do Balé Teatro Guaíra.
Foi com grande emoção também que a Cia visitou as dependências e demais salas de espetáculo do complexo, como o grande auditório Bento Munhoz da Rocha Netto, também conhecido como Guairão, inaugurado em dezembro de 1974, depois de ser reconstruído após um incêndio em abril de 1970, que o deixou substancialmente destruído.
O complexo cultural que, desde 1975, se chama Fundação Teatro Guaíra e a PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA têm assim suas histórias cruzadas e a Cia anseia por voltar a Curitiba para esta casa que acolhe o carinho e os aplausos do público.

EU ESTIVE AQUI EM FLORIANÓPOLIS

O Teatro Gov. Pedro Ivo não poderia ser melhor palco para receber o espetáculo que abriria o 2º Mukti Festival. Um teatro grande e moderno com uma equipe técnica muito eficiente e equipamento completo. Antes do espetáculo, um vídeo sobre o Festival, convidando a todos para ir a Barra de Ibiraquera entre 14 e 17 de novembro para aproveitar dias com shows e oficinas de artes, teatro, música, dança, meio ambiente, feira de trocas, meditação, tai chi, yoga e muita gastronomia. 
A Cia recebeu muitos amigos na platéia e EU ESTIVE AQUI  mais do que nunca foi uma celebração da vida, da energia do estar presente e da alegria de estar entre amigos tão queridos. A Cia logo após o espetáculo partiu para Curitiba, mas voltaria para passar dias inesquecíveis na Pousada Mevlana Garden, um presente do Festival, que encantou a todos da caravana.

EU ESTIVE AQUI no SESI e SESC RJ


Após nossa emocionante estréia no RJ, uma ótima recepção no acolhedor teatro SESI em pleno centro do Rio de Janeiro, aconteceu  uma comovente apresentação no SESC São Gonçalo. 
O espetáculo foi apresentado  para escolas de localidades próximas e o teatro ficou repleto de jovens entre 14 e 16 anos, a maioria entrando pela primeira vez em um teatro. Foi uma apresentação das mais intensas, com muita atenção da platéia e que acabou proporcionando uma interação totalmente espontânea e não prevista. Ao término da apresentação, nosso anfitrião Ayres Filho, pediu que fizéssemos um bate papo com o grupo de estudantes e todo o elenco ficou frente a eles para trocar idéias. Foi uma conversa descontraída e tocante, um professor chegou a perguntar como havíamos conseguido fazer com que os alunos ficassem em silêncio, prestando atenção por quase uma hora. A pergunta foi devolvida aos alunos, nós também queríamos saber o que havia acontecido. Mas eles foram bastante rápidos na resposta: “Achamos legal o espetáculo, ora!”
Mais uma vez todos sentimos o poder da Arte, a magia da dança, esta comunicação sem palavras que pode tocar os corações e provocar emoções tão intensas. Ficamos gratos pela oportunidade de compartilhar EU ESTIVE AQUI no SESC São Gonçalo e seguros de querer levar nosso espetáculo ao público jovem, ao maior número de estudantes possível. E que venham outras frutíferas interações como esta!

EU ESTIVE AQUI no RIO DE JANEIRO

Após do lançamento nacional, no Festival Internacional de Artes Cênicas, Porto Alegre Em Cena e de uma temporada no Teatro Renascença em Porto Alegre, o espetáculo EU ESTIVE AQUI, inicia circulação pelo Brasil, levando para outros estados um pouco da dança produzida no Rio Grande do Sul.

A primeira cidade visitada será o Rio de Janeiro, onde dia 28 de outubro, às 19h30min a Cia fará sua estréia nos palcos cariocas, no Teatro do SESI Centro

A cidade, celeiro de conhecidas Cias de Dança que percorrem o mundo levando suas belíssimas produções, não poderia ser melhor escolha para receber EU ESTIVE AQUI. O Rio de Janeiro, uma capital plena em diversidade e contrastes, é palco ideal para a obra que traz brasilidade e universalidade, fala do transitório e do eterno e brinca, como o próprio título diz, com a impossibilidade de não estar no momento presente, uma série de aparentes contradições  que transformam o espetáculo em uma viva celebração de encontro entre artistas e público.
Após a estréia, o espetáculo será apresentado no SESC São Gonçalo, no dia 30, às 15h. Um espetáculo com entrada franca e aberto para escolas. Ótima oportunidade para um encontro com o público infanto-juvenil. Este aliás tem comparecido aos espetáculos e mostrado que as sequências de  movimentos de mãos que aparecem na coreografia, para nossa surpresa, criam uma comunicação mágica, sendo absorvidos com emoção e repetidos pelos pequenos espectadores, como Sofia ali na foto acima.

A PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA escolheu aproveitar esta temporada para desfrutar também dos encantos da cidade e ficará sob os cuidados da querida equipe da Casalegre em Santa Teresa.  Um lugar que respira arte e onde sem dúvida, nos sentiremos em casa.

Estão todos convidados a assistir EU ESTIVE AQUI no Rio de Janeiro, os ingressos estão a preço popular para que você traga seus amigos e venha celebrar conosco a arte da dança.

OBRA EQUILIBRADA E ADMIRÁVEL

Antônio Hohlfeldt

Programado para a última noite do recentemente encerrado Porto Alegre em Cena, o espetáculo que a Porto Alegre Cia. de Dança apresentou e reprisou na semana seguinte é um daqueles raros trabalhos a que a gente vai assistir com a expectativa de aplaudir uma boa performance, mas que acaba nos possibilitando muito mais do que isso, gratificando profundamente a quem foi assisti-lo. 

Esta é a segunda produção própria da Porto Alegre Cia. de Dança a que assisto. E não sei dizer exatamente o que é melhor: a inesperada e sensibilíssima coreografia do escocês Mark Sieczkarek, a beleza combinada do espaço de palco e o figurino, que sublinham e reforçam a própria coreografia, ou a absolutamente correta interpretação do conjunto de bailarinos. Seja o que for, e provavelmente seja tudo isso, mas, sobretudo, porque equilibradamente combinados entre si, estes elementos acabaram constituindo um espetáculo de exceção, sobretudo por sua emotividade. 

O trabalho anterior, de estreia do conjunto, já havia chamado a atenção, mas, de certo modo, e comparativamente a este novo espetáculo, constituía-se apenas num bom e correto espetáculo. 

É surpreendente imaginar que um europeu, especialmente um escocês, que tem uma experiência cultural absolutamente diversa da nossa, consiga nos interpretar tão corretamente como podemos ver nesta coreografia. O ritmo e a musicalidade que atravessam todo o espetáculo - de cerca de hora de duração -, cativam e prendem desde o primeiro minuto. A partir do momento em que se abre o pano de boca, já estamos envolvidos. E é importante observar que o coreógrafo também responde pelo cenário e pelo figurino tanto quanto pela escolha da trilha sonora do espetáculo, marcadamente sincopado ao gosto dos ritmos da música popular brasileira, a partir de composições do Cordel de Fogo Encantado, Caetano Veloso e Naná Vasconcelos, especialmente. Isso faz com que Eu estive aqui fique assinado à maneira brasileira sem, contudo, deixar de ser universal. E penso que é para isso que, ludicamente, Sieczkarek quer nos chamar atenção. O título da obra parece não ter nada a ver com a obra em si mesma, mas o fato é que a obra funcionaria objetivamente como uma espécie de atestado da sensibilidade e inteligência emocional do artista, como se ele dissesse: eu estive aqui, vi e ouvi a cultura de vocês e mostro o que dela compreendi através desta coreografia. 

O elenco da Porto Alegre Cia. de Dança igualmente esmerou-se na melhor interpretação e concretização possíveis da ideia do coreógrafo. O conjunto de nove bailarinos (dois homens e sete mulheres) ultrapassa qualquer caracterização diferenciadora de cada um dos indivíduos para funcionar como um conjunto harmônico e dinâmico, de onde o efeito de uma espécie de mecanismo muito bem azeitado, que funciona com naturalidade e objetividade, mas também com força emocional e unidade motivacional: é assim, transformando-se num único, a partir da ideia do coreógrafo até a iluminação de Maurício Moura, que o espetáculo acaba se transformando numa verdadeira obra de arte. 

Uma obra que emociona, uma obra que faz com que o público se deleite ao longo de espetáculo, não queira que ele acabe e, quando ele termina, fica quase que sem vontade de aplaudir, para não quebrar a magia ainda em efetividade. Foi assim que aconteceu: pela trilha sonora, a peça parece constituir-se num grande movimento circular, saindo e retornando à mesma composição musical que, por seu lado, provoca o mesmo conjunto de evoluções coreográficas. A peça, assim, fecha-se, não no sentido de obra difícil ou de autossuficiência, mas enquanto balé holisticamente bem constituído, de modo que não se pode mexer em qualquer movimento sem desconstruir a obra, que tem tal articulação entre seus elementos que qualquer um que sofra interferência, desmonta-a. 

Espero que o grupo possa apresentar-se mais vezes para os mais diversos públicos, porque a obra merece, o coreógrafo merece, o grupo merece e a arte merece.

EU ESTIVE AQUI POR RODRIGO KÃO ROCHA

Ó... deixa eu falar! Não entendo muito de dança, ok? Entendo o que gosto e o que não gosto, e sei avaliar o que está posto em cena... Afinal, a força do meu trabalho me ensinou algumas coisas certo? Então vamos lá!

Acabo de chegar do espetáculo "Eu estive aqui" da POA Cia. de Dança e cara... Poderia falar horas sobre o que vi e senti... Mas vou me deter aos fatos que mais me saltaram aos olhos:
Primeiro: Um espetáculo 100% monocromático e monocórdico. Explico, pois é simples. Todo ele concebido em preto e branco e com uma (ou várias) músicas que ficavam repetindo, repetindo, repetindo até trocar. Falando assim, é um espetáculo chato né? Não! Pelo contrário, um espetáculo colorido por coreografias limpas, bem executadas, emocionadas e emocionantes, que te dão uma vontade louca de sair repetindo os movimentos.
Segundo: Uma iluminação magnífica do Maurício Moura, que não é de hoje se sabe entender bastante de iluminação para dança, mas que a cenografia aprontou um desafio para ele no momento em que fechou a caixa cênica nas laterais. O pouco que sei de iluminação para dança e que aprendi com o próprio Maurício quando ele fez a luz de "Exercício sobre a cegueira", espetáculo que fiz com Camilo de Lélis, é que iluminação para dança deve priorizar as laterais para dar volume aos corpos. Bem, com a caixa cênica fechada dos lados, é impossível, mas mesmo assim, a luz estava linda. Toda em branco e resistência, mas que valorizou e muito os bailarinos e as coreografias.
Terceiro: Movimentos precisos, simples e limpos e de um bom gosto primoroso que dão a sensação de serem banais. Portagens simples e silenciosas, limpas e bem executadas, corpos vivos em cena e a sensação nítida de que daqui a pouco um deles ia sair voando pelo palco e aterrizar na plateia.

Sempre digo ter pavor do tal de "pós dramático" pois quando vou ao teatro quero ouvir histórias e não ter sensações, pois se é para ter sensações, vou a um espetáculo de dança... Bem, seguindo essa lógica criada por mim, tive várias sensações lindas assistindo "Eu estive aqui". Outra lógica minha, é que o espetáculo é bom quando eu sinto vontade de estar em cena. Bom, seguindo essa outra lógica criada por mim, é um ótimo espetáculo que eu recomendo 100%. Deve ser assistido, até mais de uma vez se possível.
Bravo POA Cia. de Dança! Lindo trabalho.


* Rodrigo Kão Rocha é ator e produtor teatral

ROGER LERINA - TVCOM